Comportamento de novos consorciados faz sistema crescer

Comportamento de novos consorciados faz sistema crescer

Por 1consórcio
Publicado em: 06/10/2010

“Tais atitudes, diferentes em cada produto, têm alguns pontos em comum”, explica Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. “A principal razão está na mentalidade saudável em relação ao dinheiro investido como, por exemplo, na comparação dos custos, que nos consórcios é caracterizada pela inexistência de juros”, completa.

Na análise da necessidade imediata do bem, Rossi comenta que “é importante verificar a real situação entre o “eu quero” para o “eu preciso”, bem como da idéia de segurança no poupar visando a formação ou ampliação do patrimônio próprio ou familiar, baseada na disciplina, no limite e no auto-respeito. Tratam-se de aspectos que a ABAC, ao transmitir os principais pontos da educação financeira para o brasileiro, enfatiza para quem deseja participar do segmento”.

Por meio de divulgação institucional ou empresarial, todas as classes sociais têm procurado os consórcios como alternativa mais econômica para adquirir bens ou serviços. Segundo a assessoria econômica da ABAC, de janeiro a agosto último, as vendas de novas cotas somaram 1,39 milhão, 7,8% mais que as 1,29 milhão do mesmo período do ano passado.

Em agosto, os participantes ativos superaram 3,93 milhões. Um crescimento de 4,8% sobre os 3,75 milhões daquele mesmo mês em 2009. O total de contemplações nos oito primeiros meses deste ano atingiram 648,2 mil, 3,9% mais que as 624,1 mil acumuladas doze meses antes.

Enquanto no setor de veículos leves (automóveis, utilitários e camionetas) a alta no acumulado de novas adesões chegou a 25% em relação a 2009; nos imóveis elas foram inferiores, cerca de 7%, porém com valores médios das cotas aumentados em 19,3%. 

Paralelamente, ao deixarem de adquirir uma cota por eletrodoméstico passando a adquirir uma única cota de maior valor com possibilidade de compra de mais eletros, os consorciados de eletroeletrônicos e outros bens móveis provocaram um aumento médio por cota de 44%.

Nos serviços, face ao pouco tempo de existência da modalidade, o crescimento das vendas de novas cotas apontou alta significativa. Entre 2010 e 2009, houve uma elevação de 140,7%.

Mudanças nas classes sociais explicam o crescimento

Entre os fatores que explicam as alterações, está a migração de 30% da classe D para a classe C e absorção contínua de um contingente da classe E, que provocou um aumento substancial das categorias de produtos consumidos, segundo o Instituto Data Popular. A classe D com 68 milhões de habitantes, por exemplo, já consumiu 6,5% mais móveis e eletrodomésticos que a classe B.

Para Rossi, “os fatos constatados nessa pesquisa retratam o aumento de renda da base da pirâmide tanto agora como no futuro. Algo que explica a procura e o consumo de vários produtos via consórcio”.

 

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