Consórcios querem manter ritmo de crescimento em 2009

Por 1consórcio
Publicado em: 05/02/2009

Apesar da crise e das projeções de desaceleração da economia nacional, o setor de consórcios projeta um crescimento de 10% no saldo em 2008, chegando a R$ 20 bilhões. Para 2009, a expectativa é de um crescimento entre 7% a 10% em novas cotas comercializadas, o que significaria montante entre 3,85 mil e 3,96 mil novas adesões. A Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac) preferiu não projetar valores para 2009.

Segundo o vice-presidente da Abac, Vitor Bonvino, pelo sistema de consórcios funcionar como uma espécie de poupança planejada para a aquisição de um bem, sem juros, o setor não sentiu grande impacto no pico da crise e chegou a registrar migração do mercado de crédito. "Juros mais altos ou mais baixos não nos afeta, o setor depende da expectativa de emprego e também da inflação, que influencia a taxa de administração", assegura.

Além disso, ele diz que a criação de leis para o setor podem beneficiar as empresas de consórcio. "Não em termos de negócios, mas é positiva por dar perenidade às regras". O setor é regido atualmente por normativas do Banco Central, porém no dia seis de fevereiro entra em vigor nova regulamentação, sob forma de lei.

Um dos principais itens que pode ser positivo, para Bonvino, é a possibilidade de trocar a dívida de um financiamento pelo consórcio. "Na aquisição de uma casa, se o total financiado é de R$ 120 mil e R$ 100 mil já foram pagos, será possível migrar esses R$ 20 mil restantes para um consórcio", exemplifica.

Segundo dados do Banco Central fechados até outubro de 2008, no financiamento imobiliário, de 559.571 cotas naquele mês, 10% superior a janeiro do mesmo ano, o número de contemplações chegou a 203.202, 19% superior ao início do ano. Até outubro, o segmento movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões e, para 2009, espera um aumento na base de clientes de 20%, de 600 mil para 720 mil. Segundo a Abac, a expectativa é repetir o crescimento em contemplações neste ano e chegar a, aproximadamente, 241 mil clientes com cartas de crédito para adquirir um imóvel. A inadimplência chegou a 2,82%, 0,25 ponto percentual superior aos 2,57% registrados em setembro.

O acumulado de vendas anual, até outubro, teve uma queda de 2,9% em relação ao volume registrado nos dez primeiros meses de 2007, e totalizou 172,7 mil cotas ante 177,8 mil no ano passado.

O segmento de eletroeletrônicos obteve maior volume de venda em outubro, em relação ao mês anterior, e mostrou sinais de recuperação, com o total de 10,2 mil cotas comercializadas, contra uma média no ano de 9,2 mil.

O acumulado das vendas, no entanto, ainda permaneceu menor, com 93 mil novas adesões no ano de 2008, contra 77,6 mil em 2007. Em número de participantes, houve retração de 29,9%, em relação a 2007, a com 130,6 mil pessoas.

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