Estados reivindicam aumento de 35% no valor de imóveis do

Consórcio de Imóveis: Estados reivindicam aumento de 35% no valor de imóveis do

Por 1consórcio
Publicado em: 14/04/2010

Os secretários estaduais de habitação reivindicam a elevação em pelo menos 35% do valor máximo para imóveis dentro do programa "Minha Casa, Minha Vida", destinados à famílias com renda mensal de até R$ 1.395 nas regiões metropolitanas do país. Nas demais cidades, o incremento pedido é de 25%.

Os titulares da pasta se reuniram no Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano, na capital paulista para discutir o programa federal, que começou a funcionar há exatamente um ano com a previsão de atingir 1 milhão de moradias para famílias com renda mensal de até R$ 4.650 --o equivalente a dez salários mínimos na época.

A maior parcela de subsídio do governo federal está na faixa de renda até R$ 1.395, que deve ficar com 400 mil moradias desse total, por isso a delimitação de um valor-teto para a construção dessas unidades. A segunda fase do programa foi anunciada no final de março, dentro das obras previstas no PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) e prevê 2 milhões de unidades entre 2011 e 2014.

"R$ 52 mil numa cidade como São Paulo, Rio de Janeiro, não dá sequer para pagar a cota do terreno, quanto mais para construir", afirmou o secretário estadual de Habitação de São Paulo, Lair Krähenbühl,  presidente do fórum.

Segundo ele, só o custo da construção sai por pelo menos R$ 55 mil na capital paulista, por isso o pleito para que o valor alcance pelo menos R$ 70 mil para tornar a construção viável. "As construtoras têm papel fundamental, mas elas também não conseguem produzir material nessa faixa de valor estipulada pelo governo", completou.

Para ele, não adianta aumentar a quantidade de imóveis destinados à baixa renda sem aumentar o subsídio governamental. Na segunda parte do programa, a previsão é destinar 60% das moradias (2 milhões) para a baixa renda, totalizando 1,2 milhão de unidades. "É importantíssimo que se corrijam os valores do "Minha Casa, Minha Vida 1", disse Krähenbühl, ressaltando que é preciso que os estados e os municípios possam participar da concepção do programa.

"Quando estes não participam da definição da política, automaticamente não se dá prioridade social." Outra reivindicação dos secretários é a adoção do desenho universal nessas construções, permitindo que todos os imóveis sejam adaptados aos deficientes físicos. "Mas isso pressupõe uma área um pouco maior", disse. O governo federal prometeu detalhar o programa "Minha Casa, Minha Vida 2" até junho. Segundo a Caixa Econômica Federal, 367 mil unidades foram contratadas até 26 de março.

Com detalhamento por faixa de renda, o último balanço é do dia 19, quando foram contabilizadas 352 mil moradias. Desse total, 209 mil foram destinadas para famílias com renda de até R$ 1.395, fatia correspondente a 52,3% da meta. Ainda nesta semana, o banco federal divulga um balanço atualizado. "Entre contratar e começar a obra leva tempo. Torço para que essas unidades que restam sejam contratadas  ainda neste ano ", alfinetou Krähenbühl.

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