Setor Imobiliário debate sobre desafios do próximo

Consórcio de Imóveis: Setor Imobiliário debate sobre desafios do próximo

Por 1consórcio
Publicado em: 01/04/2010

O governo federal anunciou nesta segunda-feira o programa "Minha Casa, Minha Vida 2". A previsão da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil) é de que, desta vez, o pacote tenha como meta a construção de mais de dois milhões de habitações. O prazo de execução seria de até quatro anos.

Na prática, no entanto, a segunda edição pode não sair do papel em sua totalidade, não pelo menos no tempo esperado. Prestes a completar um ano de funcionamento, a primeira etapa do "Minha Casa, Minha Vida" tem apenas 30% dos projetos já contratados, segundo o último balanço divulgado pela Caixa Econômica Federal. Outros 600 mil projetos ainda estão em fase de análise.

"No primeiro ano de programa havia poucos projetos já feitos. Os demais empreendimentos ainda estão em fase de aprovação e viabilização, e esse processo não é curto, apesar de todos os esforços do governo de agilizá-lo", explica Sérgio Watanabe, presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo). "De qualquer forma é um número representativo, poucas vezes o Brasil contratou tantas unidades", opina.

Para Watanabe, o grande problema ainda são os imóveis para famílias com faixa de renda entre 0 e 3 salários mínimos. "Apesar de o relatório da Caixa dizer que o segmento mais atendido foi o de 0 a 3 salários, isso não está acontecendo nos grandes centros urbanos. Em São Paulo, por exemplo, não atendeu nem 10% (da demanda), já que há escassez de terrenos grandes ou com preços razoáveis, o que está inviabilizando os empreendimentos", opina.

Geraldo Eduardo de Paula, diretor de habitação da Apeop (Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas), concorda. "É muito difícil e arriscado assumir uma operação de 0 a 3 sem nenhum dispositivo de segurança quanto às variações do mercado, aumentos de preços etc. A história recente mostra exemplos de variações consideráveis de insumos e a tendência será a de dificuldades com mão de obra, também", acredita.

Entre as soluções para viabilizar esses empreendimentos, Roberto Kauffman, presidente do Sinduscon-Rio (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro) acredita no aumento do valor do imóvel. "É preciso estabelecer um valor pelo menos 25% maior para empreendimentos de 0 a 3 salários, o que cobriria os custos do terreno e infraestrutura local, além da moradia propriamente dita", defende.

Kauffman ainda sugere outras mudanças para o programa como isentar de "lucro imobiliário" a transação de compra e venda; estabelecer que os licenciamentos de obras sejam feitos em um prazo máximo 60 dias e utilizar, ao máximo, imóveis degradados de centros históricos como moradias tipo econômicas. "Por fim, é preciso que, além da Caixa se estruturar melhor, terceirizando seus setores com empresas de engenharia, o Banco do Brasil atue de forma intensa no programa", finaliza.

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