Veja quanto o desempenho do carro é alterado com a adição de equipamentos

Veja quanto o desempenho do carro é alterado com a adição de equipamentos

Por 1consórcio
Publicado em: 06/07/2010

Veículos 1.0 são a alternativa mais comum para quem deseja se tornar independente do transporte público e partir para o mundo do carro particular. Mas o consumidor atual é exigente.

Por mais que esteja disposto a investir capital em seu primeiro automóvel, faz questão que ele seja econômico , o que justifica a escolha de um modelo com propulsor de baixa cilindrada , e ao mesmo tempo que este ofereça alguns "luxos", como ar-condicionado e direção hidráulica, além de tecnologia e conforto.
 
Perfeito, correto? Em princípio, sim. Mas o fato é que originalmente os propulsores 1.0 foram desenvolvidos para transportar uma carroceria leve, leia-se sem muitos equipamentos,  para que seus ocupantes se locomovam sem gastar muito, característica que é um argumento nesta categoria.  
 
Equipar um veículo com opcionais gera incontestáveis melhorias para o conforto, mas também tem seu lado negativo. Em tese, pode sacrificar o desempenho e o consumo de combustível.

Para descobrimos na prática se a teoria é válida, avaliamos dois Volkswagen Gol, sendo um básico (R$30.880), na cor vermelha, que pesa 934 kg, e o outro, munido de toda a lista de opcionais da VW (R$44.240), prata, registrando 1.024 kg na balança.

De acordo com a marca, os dois contam com 76 cavalos de potência e 10,6 kgfm de torque quando abastecidos com álcool. Nosso objetivo foi apenas um: testá-los e verificar se encontraríamos alguma diferença de desempenho entre os dois.

Além de aumentar o peso do automóvel, componentes como direção hidráulica e ar-condicionado também são responsáveis por diminuir a potência do motor, uma vez que o aumento no número de correias ligadas ao bloco sacrifica sua eficiência.

Quanto mais itens eletrônicos um modelo possuir, maior também será a demanda de energia elétrica e, consequentemente, mais potente terá que ser o alternador  (componente que gera energia). Esta peça de maior capacidade também demanda maior esforço do propulsor para girá-la, o que consome mais potência e combustível do sistema.

Ao menos em tese, portanto, um veículo completo deverá consumir mais combustível e apresentar desempenho inferior que sua configuração básica.

O primeiro indício da discrepância de rendimento, entre os modelos, foi encontrado na hora de reabastecer. Trafegando em circunstâncias iguais, o Gol completo registrou consumo médio de 7,5 km/l de etanol em ciclo urbano, enquanto a configuração básica do hatch foi mais contida com o combustível e percorreu 8,1 km/l. Uma diferença de 7,4% a favor do Gol popular. Já em rodovias, a diferença na sede de álcool das duas versões diminuiu para 2,48%: enquanto o “pé de boi” rodou 12,4 km com um litro de etanol, o completo percorreu 12,1 km com a mesma quantidade de combustível.

Averiguada a diferença que afeta o bolso do motorista, partimos para a pista de testes afim de descobrir se existem divergências de desempenho entre as versões.

Os dois Gol arrancaram emparelhados no campo de provas e, antes mesmo de a segunda marcha ser selecionada, surgiu uma desigualdade: o veículo mais leve ganhou a frente e começou a se distanciar progressivamente da versão completa. A 2ª marcha foi selecionada e na sequência a 3ª, quando o modelo de R$ 30.880 já se encontra a mais de 10 metros na frente de seu irmão luxuoso. Em 14s7, após percorrer 262,73 metros, os 100 km/h são atingidos pelo automóvel vermelho em nossas fotos. Exatamente 1s9 e 36,73 metros depois, o hatch na cor prata atinge a velocidade em questão.

Uma avaliação após a outra tornou inquestionável a discrepância entre o rendimento dos veículos, mesmo o modelo completo estando com o ar-condicionado desligado durante toda a bateria de testes. Além da melhor aceleração e consumo de combustível, o Gol vermelho demonstrou mais disposição para recuperar velocidade, como na prova de retomada de 60 km/h a 120 km/h em 4ª marcha, situação em que a versão básica necessitou de 23,4s para retomar o fôlego, 3s0 a menos que o completo.

O comportamento na pista de testes refletiu em números reais o que pôde ser averiguado no dia a dia com os veículos nas ruas. Com menor desempenho, o modelo completo necessitou de maior pressão no pedal do acelerador e giro mais alto do motor para oferecer agilidade em ultrapassagens, se comparado ao modelo básico.

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